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15ª edição do FIT BH Destaca a Produção Artística de Rua de Belo Horizonte

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Edição do FIT BH homenageia o Teatro, e o Teatro de Rua de Belo Horizonte, com programação diversa que ocupa a cidade

Celebrando nossas raízes e nossa latinidade, o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte — FIT BH retoma atividades na capital mineira após a pandemia. A identidade visual do FIT BH 2022 está simbolizada pela raiz de uma árvore ou as veias do corpo, assim como por um caminho, tortuoso e cheio de vida que foi trilhado até a entrega final do evento para o público.

Realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Odeon, essa 15ª edição marca o reencontro entre o público, grupos e artistas com o Festival e um tributo ao Teatro da Cidade, reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Belo Horizonte.

Em 2004 foi promulgada, em Belo Horizonte, a lei municipal n°9000, que institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, quando o município confere reconhecimento e legitimidade aos bens de natureza imaterial e promove a sua salvaguarda.

Em outubro de 2014, o Conselho do Patrimônio Cultural de BH deliberou pelo registro, no Livro de Registro das Formas de Expressão, do Teatro de Palco, do Teatro de Rua e do Teatro de Bonecos de BH, por se tratar de manifestações culturais de relevante valor histórico, social e cultural para a cidade.

Nesse contexto, o FIT BH 2022 terá diversas atrações com grupos e coletivos de teatro local, nacional e internacional, com a valorização da participação de artistas de BH, entre os dias 5 e 11 de novembro, com uma programação múltipla e diversa, ocupando teatros, ruas e espaços alternativos da capital. As atrações serão oferecidas a preços populares ou com entradas gratuitas.

O FIT BH 2022 receberá mais de 30 montagens teatrais, de grupos e artistas de Belo Horizonte e Região Metropolitana e de diferentes estados brasileiros, e também internacionais. Além disso, o Festival apresenta pela primeira vez montagens em transmissão on-line — em paralelo à programação presencial — ampliando o acesso do público.

Além das mostras com recorte da cena contemporânea e da Mostra Cena em Tela, serão oferecidas atividades de formação, pesquisa e criação (Territórios dos Saberes e Ocupação João das Neves), exposição e rodadas de negócios e networking.

Para a Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, a realização do FIT BH é uma celebração, pela Prefeitura de BH, da diversidade e pluralidade do teatro e a importância do movimento teatral da cidade. “Estamos muito felizes em oferecer ao público mais uma edição do FIT BH, com uma programação plural e descentralizada e oportunidades de formação e reflexão.

Mas, mais que isso, é o reconhecimento da importância do fazer teatral para a democratização da cultura, para a formação de público, para ocupação dos espaços públicos e para a criação de vínculos com a cidade”, comemora.

A Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Luciana Féres, destaca a importância da valorização do Teatro e do Teatro de Rua de Belo Horizonte na programação do FIT BH. “O fato de o Teatro ser reconhecido como patrimônio cultural de BH demonstra sua importância para a sociedade. É uma alegria essa 15ª edição do FIT BH destacar o Teatro e o Teatro de Rua de Belo Horizonte.

Trata-se da valorização da produção artística local das artes cênicas, atividades que projetaram a cidade nacional e internacionalmente. A retomada da cidade pela Cultura merece celebração. O Festival reflete o caráter multicultural de nossa cidade e reafirma o compromisso de potencializar a cena artística contemporânea em Belo Horizonte”, destaca.

A curadoria do 15º FIT BH ficou a cargo da atriz, curadora e diretora artística Andreia Duarte; do professor e pesquisador Marcos Alexandre; e da atriz, diretora e professora Yara de Novaes.

A proposta da curadoria é trazer reflexões sobre as faces plurais dos “Brasis” e “Américas Latinas”. “Esta edição reflete sobre a memória como um saber que posiciona a identidade e a luta, fortalecendo os movimentos negros, indígenas, femininos, transgêneros em uma discussão estética política”, destaca a curadoria.

Diversidade e descentralização

A 15ª edição do FIT BH traz a diversidade e a descentralização das produções teatrais como pontos fortes e de destaque da programação. Assim, ao lado de produções locais, espetáculos de estados como o Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, São Paulo e Paraíba, além de produções da Argentina, do Chile e do México.

A descentralização proposta pelo Festival também se dará nos locais de apresentação. O FIT BH 2022 ocupará espaços – entre teatros, ruas e locais alternativos – em diferentes regionais da capital mineira.

Serão apresentados espetáculos, por exemplo, nos Grandes Teatros do Sesc Palladium e Palácio das Artes (Centro), no Viaduto Santa Tereza (Centro), no Teatro Raul Belém Machado (Alípio de Melo), nos Centros Culturais de Venda Nova e Padre Eustáquio, no Kilombo Manzo e na Praça do Cardoso, no Aglomerado da Serra, além de espaços de Grupos como Pierrot Lunar, ZAP 18 e Galpão Cine Horto, entre outros.

Cortejo de Abertura

A abertura do Festival terá um grande cortejo, com a presença dos homenageados Conceição Evaristo e Ailton Krenak.

O desfile sairá da Praça Sete com destino ao baixio do Viaduto Santa Tereza, sob o comando dos multiartistas Maurício Tizumba e Marcelo Veronez. Integrarão o espetáculo de abertura tradicionais Blocos de Carnaval da cidade, além do Grupo Tambor Mineiro e das Guardas de Nossa Senhora do Rosário e da Irmandade Estrela do Oriente, reunindo em torno de 900 pessoas.

Homenagens

Em sua 15ª edição, o FIT BH reverencia importantes nomes da cultura brasileira de repercussão internacional e ícones da cena teatral da capital mineira. São eles: a escritora Conceição Evaristo, o escritor e líder indígena Ailton Krenak, o diretor e dramaturgo João das Neves, o cenógrafo e figurinista Raul Belém Machado e o fotógrafo Guto Muniz.

Conceição e Ailton, participam de uma Conversação com o público, no Teatro Francisco Nunes, mediada pela pesquisadora Elaisa de Sousa e pela escritora Júlia Onça, com o ator e diretor Lucas Costa. A proposta é um diálogo com os homenageados, acerca de temas como terras, humanidades, opressões e a vivência e permanência da ancestralidade.

João das Neves ganhará uma Ocupação e Residência Artística e Conversação na Funarte-MG. Já Raul Belém Machado ganhará uma Imersão Criativa no Centro de Referência das Juventudes Negras, sob a coordenação das encenadoras convidadas Marina Arthuzzi e Lira Ribas. A atividade contará também com acervo histórico de figurinos de Raul. Por fim, o fotógrafo Guto Muniz terá uma exposição itinerante com cenografia criada para área interna de um ônibus — dedicada aos seus 35 anos de trabalho com a fotografia de espetáculos, homenageando grupos teatrais da cidade.

Pensar o Brasil em sua diversidade

Com mais de 30 espetáculos em sua programação, o Festival apresentará ao público belorizontino um recorte singular da produção teatral brasileira contemporânea. Em destaque, os grupos Barca dos Corações Partidos (RJ) e Cia. Mungunzá de Teatro (SP), a atriz, diretora e dramaturga Renata de Carvalho (SP) e o ator Fábio Osório (BA), que trazem para Belo Horizonte suas mais recentes produções.

Tendo como ponto de partida o trágico incêndio do Museu Nacional (2018), a prestigiada Cia Brasileira de Movimento e Som — Barca dos Corações Partidos celebra uma década de existência com o espetáculo “Museu Nacional”, onde contam e cantam o inventário de um museu — que poderia ser a metáfora de um país – em escombros. “AnonimATO” é o primeiro espetáculo de rua da tradicional Cia. Mungunzá de Teatro.

Num cortejo que percorrerá 100 metros em linha reta, a montagem coloca em cena oito personagens para falar dos anônimos que constituem a alma de uma cidade. Renata Carvalho apresenta “Manifesto Transpofágico”, um monólogo sobre a construção social que permeia o imaginário sobre pessoas trans e travestis. Já Fábio Osório traz a apresentação “Bola de Fogo”, em que, transformado em baiana do acarajé, prepara e vende tanto o seu acarajé quanto a sua criação artística.

Um olhar descentralizado para a cena local

Ao todo, a programação do FIT BH 2022 contará com 20 espetáculos de companhias e artistas de Belo Horizonte e Região Metropolitana, entre produções prospectadas pela curadoria, convidadas e selecionadas a partir de um chamamento público. A diversidade e a descentralização também orientam a curadoria para a cena local, tanto nas propostas e temáticas, quanto nas áreas da atuação dos grupos e artistas.

Grupos de Teatro da capital marcam presença na programação do FIT BH 2022. Entre eles, Teatro Negro e Atitude, Grupo Galpão, Quatroloscinco e Oficcina Multimédia. O Teatro Negro e Atitude apresenta “À Somba da Goiabeira”, um reencontro entre pai e filho. Galpão apresenta o celebrado “Nós”, que marca o encontro do grupo com o diretor Márcio Abreu. Já o Quatroloscinco encena seu espetáculo, “Tragédia”, uma leitura contemporânea para “Antígona”, de Sófocles. O Grupo Oficcina Multimédia apresentará on-line as montagens “Aldebaran” e “Maquinária”, ambas integrantes da chamada “Trilogia da Crueldade”.

Grupos de destaque da cena belorizontina, Toda Deseo, Grupo Oriundo de Teatro e Divinas Tetas apresentarão no Festival suas montagens mais recentes, todas de 2022. Em “Trilogia de Traumas” o Toda Deseo apresenta a junção de três trabalhos solos de integrantes do grupo, construídos a partir de experiências autobiográficas de cada um dos artistas.

O Grupo Oriundo de Teatro também traz um solo autobiográfico para a programação, com “Death Lay – na vida tem jeito pra tudo”, que reflete sobre o direito de viver e de morrer com dignidade no Brasil. Já “Ladeira a Bausch”, do Divinas Tetas, por meio das linguagens da palhaçaria, do teatro e do circo-cabaré, ampliará a visão da sociedade sobre questões envolvendo sexualidade e gênero.

Em cena: a América Latina

Quatro espetáculos internacionais completam a programação do FIT BH 2022. Essa é a oportunidade do público da capital mineira conferir produções estrangeiras com seus pontos de contato e de contraste em relação à nossa cena local e nacional de teatro. Nessa edição do Festival, todas as montagens convidadas são latino-americanas representantes do Chile, da Argentina e do México.

Da Argentina, o FIT BH recebe “Solilóquio”, um solo de Tiziano Cruz que discute como é se sentir imigrante dentro de sua própria terra — num olhar para os povos do norte da Argentina e a política de branqueamento do país. O espetáculo mexicano “Tijuana”, do grupo Lagartijas Tiradas al Sol, aborda a desigualdade social do país latinoamericano questionando: O que significa democracia no México para milhões de pessoas que vivem com salário mínimo?

Já o Chile integra a programação com dois espetáculos. “Fuego Rojo”, do Coletivo La Patogallina, que apresenta uma “América Latina em construção”, a partir de uma montagem teatral-circense inspirada no realismo fantástico, utilizando a manipulação de objetos e a música ao vivo para a criação de imagens poéticas. Já em transmissão on-line, o grupo chileno Kimvn Teatro apresenta “Trewa”. No espetáculo, o grupo de teatro documental traz um sensível olhar para três casos de violência contra a comunidade Mapuche no país.

Ações formativas

Além de uma importante plataforma para a exibição e difusão de espetáculos, o FIT BH tem como marca ser um espaço dedicado ao pensamento e ao debate acerca do fazer teatral. Uma série de ações formativas integram o chamado “Território dos Saberes” dessa edição. As atividades incluem Oficinas e Workshops, acerca de temas como Escuta Criativa, Dança Raiz e Corporeidades Negras e Teatro e Infância; uma Residência de Criação em homenagem a Raul Belém Machado, e uma série de Conversações multidisciplinares, com grupos e artistas, além de homenageados desta edição.

A Funarte MG receberá a “Ocupação João das Neves”, uma justa homenagem a um dos ícones do teatro mineiro. Entre os dias 7 e 10 de novembro, o espaço será tomado por uma programação composta por conversações temáticas, ocupação literária com exposições de livros e ainda um show com a companheira de vida e de arte de João das Neves, Titane. Permeando esses quatro dias de Ocupação, será realizada também uma Residência Artística imersiva em formato de laboratório de criação, com experimentações e trocas entre 6 propostas artísticas selecionadas por inscrição prévia.

Exposição itinerante

Homenageado desta edição do FIT BH, o fotógrafo Guto Muniz contará com uma exposição itinerante. A exposição será montada dentro de um ônibus que circulará pela cidade.

Mostra de processos

Em reconhecimento à trajetória do teatro de grupo de Belo Horizonte, o FIT BH 2022 convida os grupos Cóccix Cia. Teatral, A Patela: Cia Provisória de Teatro, Cia. Olho Nu e Grupo Oficcina Multimédia para abrirem ao público os processos de criação de espetáculos que marcaram suas histórias ou que ainda estão em construção e ocuparão os palcos da cidade em breve. A Mostra de Processos ocorrerá entre os dias 7 e 11 de novembro em espaços como o Centro de Referência da Dança e o Cine Santa Tereza.

Mostra audiovisual

Um importante aprendizado da pandemia, quando os encontros presenciais foram interrompidos por tempo indeterminado, o uso do ambiente on-line como plataforma de exibição e discussão é também uma marca desta nova edição do FIT BH. Assim, o Festival contará com Mostra Audiovisual, totalmente on-line. Além das já citadas apresentações do Grupo Oficcina Multimédia e dos chilenos do Kimvn Teatro, a Mostra será composta por peças teatrais, performances, documentários e curtas-metragens. As exibições gratuitas serão realizadas no site do Festival.

Em destaque, conversa com Ione de Medeiros, encenadora, pianista, pesquisadora de teatro, curadora, produtora cultural e educadora brasileira; o documentário “Fabulosa Nickary Aycker”, sobre a artista, drag queen e atriz belorizontina, uma mulher travesti de 37 anos, preta, moradora da periferia e integrante de coletivos regionais; e a exibição dos projetos “Arqueologias do futuro” e “Futuros sobre telas”, do Museu dos Meninos, obras acerca das vidas de jovens negros da Favela do Amaré, produzidos pelos próprios artistas.  

Para o FIT BH 2022, a Prefeitura tem como parceiro realizador o Instituto Odeon, selecionado por meio de chamamento público, que terá como parceiro na produção a Rubim Produções, empresa com extensa trajetória na área de artes cênicas.

SERVIÇO

15º Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte – FIT BH 2022
De 05 a 11 de novembro
Ingressos: Eventim e Sympla (em breve)
Informações: site oficial  

 

Assessoria de Imprensa local FIT BH

Fábio Gomides — (31)99693-2767
Wagner Liberato — (31)98809-1251
contato@aduplainformacao.com.br
aduplainformacao@gmail.com
@aduplainforma

Assessoria de Imprensa Nacional FIT BH

Pedro Neves — (21) 99676-4917
pedrohneves@gmail.com


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