é um projeto de extenção da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ criado pelas pesquisadoras Heloisa Teixeira e Numa Ciro. O objetivo é aproximar saberes acadêmicos e periféricos em um espaço de aprendizado horizontal e inclusivo, em que o conhecimento produzido nas periferias dialoga de igual para igual com a academia. A formação é organizada em torno de um tema central, os alunos são selecionados por chamamento público e o processo termina em um produto artístico compartilhado com o público.
Em 2024, o projeto saiu do Rio de Janeiro pela primeira vez e chegou a São Luís (MA) e Belém (PA), em um movimento de descentralização do conhecimento.
Ao longo do ano, foram 168 alunos, mais de 40 professores, 77 aulas e 234 horas-aula. As edições geraram mais de 160 produções artísticas e 3 exposições, para um público total de 11.859 pessoas. O projeto gerou 311 contratações diretas e 154 indiretas, alcançou 257.700 pessoas nas redes sociais e teve 54 matérias publicadas na imprensa, consolidando-se como um dos principais laboratórios de tecnologias sociais e produção cultural do Brasil.
A edição Memórias de Mulheres: Vozes Femininas na Arte Maranhense reuniu 68 alunas e foi a maior turma da história da Universidade das Quebradas. O curso teve como foco o fortalecimento das narrativas femininas. Ele incentivou mulheres amazônicas, nordestinas e periféricas a expressar suas memórias, vivências e identidade por meio da escrita, do audiovisual e das artes visuais e performáticas.
Diferente das outras edições, esta foi voltada exclusivamente para mulheres. Isso criou um espaço de acolhimento e troca, em que as participantes puderam compartilhar histórias, construir novas linguagens artísticas e ressignificar suas trajetórias.
Os encontros aconteceram no Centro Cultural Vale Maranhão, que também recebeu, por dois meses, a exposição final com as obras e criações das alunas.
“Aqui a gente tem voz e vez. Eu estou um pouco emocionada porque eu já participei de muitos projetos, mas eu nunca encontrei um projeto tão bom onde temos liberdade de falar, de expressar e de dizer que somos mulheres com memórias, não memórias esquecidas, memórias que serão relembradas e colocadas em prática.” Gorete Pereira, aluna da edição UQ São Luís 2024
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